terça-feira, 20 de setembro de 2016

SABOR PARAENSE no gosto da gastronomia internacional

Muitas vezes, para encontrar o novo é preciso uma mudança de perspectiva. É esta a lição que o mundo da alta gastronomia aprendeu ao incorporar elementos da culinária paraense aos seus pratos. É açaí virando sabor de sorvete da multinacional Häagen-Dazs; é chef de restaurantes cinco estrelas de São Paulo reinventando receitas típicas da região; é a comida paraense alçada ao patamar de nouvelle cuisine na França. Depois da música, é na culinária que o Pará vem despontando como a bola da vez.
“Hoje em dia é a gastronomia local que vem influenciando a cozinha internacional. A França, como vanguarda nesse processo, vem sendo muito influenciada pela cozinha do Norte do Brasil. É quase irônico, mas grandes chefs de cozinha estão se voltando para Belém em busca de autenticidade, de originalidade, dando sofisticação a esses produtos que outrora eram desprezados e hoje se elevam ao patamar de iguarias. 
ORIGINALIDADE
Aproveitando a abundância de ingredientes presentes na floresta amazônica e contando com a forte influência da cultura indígena, a cozinha paraense deu origem a pratos que chamam a atenção pelo exotismo e paladar único, como o pato no tucupi e a maniçoba. (Texto Diário do Pará)
O Pará guarda mistérios e riquezas tão fascinantes, quanto desconhecidos. Lendas e magias da exuberante floresta compõem um cenário natural e típico da vida de sua gente. A forte cultura indígena ,extrai da natureza cores, aromas e sabores nativos para uma culinária rica e exótica,  compondo a mais autêntica das cozinhas regionais que cativa e surpreende a todos.
Pode-se dizer, que a Cozinha Paraense começa no mercado do Ver-o-Peso, o principal ponto em que se encontram os elementos para saborear alguns dos mais expressivos pratos gastronômicos paraenses, como o pato no tucupi, o tacacá; o caranguejo; o pirarucu; a maniçoba; além de uma enorme variedade de frutas regionais com nomes exóticos e sabores inigualáveis, dando destaque ao açaí e o cupuaçu. As sobremesas são outras jóias da culinária do Pará 

Pato no tucupi
Falar em pato não adianta, porque patos há em vários lugares, mas com tucupi se torna, talvez, a mais famosa iguaria do Pará, que não pode faltar na mesa do paraense em ocasiões especiais, principalmente na época do Círio de Nazaré. Para prepara-lo, o pato deve ser assado, em seguida, cortado em pedaços e cozido no tucupi, previamente fervido com alho, chicória e alfavaca, para adicionar , previamente cozido, as folhas de jambú. O pato no tucupi é servido com arroz branco; farinha d'água e pimenta de 
Tacacá
De todas as iguarias paraenses, o tacacá é uma das mais consumidas,  não só em restaurantes, mas em qualquer  esquina da cidade, no chegar da noite, entre 4 e 6 horas da tarde, pois é quando o calor tropical começa a amenizar e o povo  sai as ruas, num ritual marcante, a procura de uma barraca ao ar livre , para sentar em bancos de madeira e aguardar que a tacacazeira sirva na cuia , a mistura de goma, tucupi, jambus e camarão seco respectivamente com ou sem pimenta de cheiro, bem ao sabor da terra.
Caranguejo
O caranguejo é muito utilizado na culinária paraense, e se encontra somente em mangues. Sua carne, bem temperada, pode ser servida em diferentes formas; como casquinho, 
encontra somente em mangues. Sua carne, bem temperada, pode ser servida em diferentes formas; como casquinho, unha (pata) ou toc-toc. È petisco tradicional no Pará.   
Pirarucu
O nome pirarucu, na língua tupi, significa ”peixe vermelho”; é um peixe de água doce e um dos mais procurados por toda  região amazônica . Chamado também, de “bacalhau da Amazônia”, sua carne tem um valor nutritivo grande e é um dos pratos prediletos do nortista e pode ser preparado no leite de coco, grelha, chapa, ou como preferir.
Maniçoba
A maniçoba é um dos pontos alto de nossa culinária; sua forma de preparo é longa e sua aparência final muitas vezes surpreende  aquele que nunca provou, devido ao seu aspecto escurecido das folhas da maniva cozida. Mas essa primeira impressão logo acaba, depois que se prova o prato com seus ingredientes e de aspecto tão marcante. A maniçoba é servida em vasilhas de barro ou em louças tradicionais; pode ser degustada com arroz ou somente farinha d'água e pimenta de cheiro a gosto.
Açaí
É uma palmeira da flora regional de tronco fino e comprido, conhecida também como Jussara, de cor púrpura e de sabor delicioso, consumida pela população paraense; mas que hoje, vem sendo apreciada nacionalmente, e aos poucos, 
ganhando mercado também no exterior, graças às suas qualidades energéticas. Depois de amassado pode ser servido com farinha de tapioca ou d'água; com ou sem açúcar, gelado ou natural, acompanhado ou não de pirarucu ou charque frito; de camarão seco, enfim, o que desejar.
Cupuaçu
Originário de uma planta silvestre, que se desenvolve, espontaneamente, nas matas amazônicas; o cupuaçu tem como traço marcante o aroma intenso e o sabor ácido, e é muito apreciado pela gente da terra e pelos turistas. Dele, pode-se aproveitar a polpa, para fazer sucos, doces, geleias, licores, sorvetes e bombons. (Paratur)

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

ESTUDO MOSTRA O IMPACTO DAS IMIGRAÇÕES PARA O CRESCIMENTO POPULACIONAL DE MANAUS

Um vilarejo, como Manaus, com pouco mais de 300 habitantes, em 1976, se transformou em uma cidade com mercado com grande potencial crescente.

A criação da Zona Franca de Manaus (ZFM), em junho de 1957, foi um marco para a história do Amazonas. Além do desenvolvimento econômico, a criação da ZFM e do Polo Industrial de Manaus (PIM) resultaram na constituição de aglomerados urbanos, especialmente na capital do Estado, fruto da má distribuição de renda e do déficit habitacional do país.
Para analisar o impacto das imigrações após a implantação da ZFM para o crescimento populacional de Manaus, o pesquisador Kaique Lima está desenvolvendo um estudo com apoio do governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) para classificar os imigrantes de acordo com sua procedência, escolaridade, habitação, emprego, renda e fecundidade. A previsão é que o resultado do estudo seja divulgado em dezembro deste ano.
Segundo ele, o estudo auxiliará na compreensão da importância da imigração para que um vilarejo, como Manaus, “com pouco mais de 300 habitantes, em 1976, se transformasse em uma cidade com mercado atraente, cosmopolita e plural”.
“Compreender o fenômeno de imigração para a cidade de Manaus é compreender, também, as pessoas que nos cercam e a diversidade que encontramos na cidade”, disse o pesquisador.
Os dados estão sendo coletados dos Censos Demográficos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos anos de 1960, 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010.
O pesquisador explicou que analisará os dados de imigrantes que residem em Manaus por cinco anos, a análise por escolaridade só será feita com os maiores de 25 anos e as observações por renda e emprego devem ser feitas nos maiores de 16 anos.
“Estou trabalhando sobre cada Censo Demográfico e a expectativa é que os resultados estejam prontos em novembro ou dezembro deste ano, porém alguns resultados já foram obtidos. Já é possível, por exemplo, identificar que mais de 70% dos imigrantes da cidade de Manaus são procedentes do próprio Amazonas e do Estado do Pará, com destaque para a cidade de Santarém. Observa-se também um aumento de imigrantes com Ensino Superior para cidade, considerando o período de 1960 e 2010”, disse Kaique Lima.
Crescimento demográfico atrelado à economia
A pesquisa mostra que o crescimento demográfico acompanhou, quase que exclusivamente, o crescimento econômico em Manaus, por conta dos imigrantes que vieram em busca de emprego e estabilidade, o que fez com que, segundo o pesquisador, essas imigrações contribuíssem com uma “inquestionável herança cultural na atual sociedade”.
De acordo com Kaique Lima, além dos paraenses, os cearenses e maranhenses também correspondem a maior parte dos imigrantes que fincaram raízes no Estado, além de portugueses, sírios.

Da Redação Via Amazônia
Ada Lima / Agência Fapeam / Fotos José Zamith de Oliveira

sábado, 17 de setembro de 2016

FEIRA URBANA DE ALTERNATIVAS

O público jovem, se reuniu em Manaus, onde interagiu com arte, criatividade e sustentabilidade da Amazônia

Que tal um FUÁ de boas ideias? é assim que a Feira Urbana de Alternativas vem oferecendo sustentabilidade para os manauaras com as exposições de pinturas, palestras, música, costura, gastronomia, feira de alimentos livre de agrotóxicos, comidas típicas além das atividades físicas e doações de plantas, alimentos e roupas tudo isso em um grande apanhado de ideias com uma palavra em mente, Sustentabilidade. O FUÁ é um evento criado pela Casa Cinco em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável que surgiu de uma paixão pelo meio ambiente e sua diversidade, essa paixão deu lugar a proximidade e hoje temos um evento diversificado, informativo e criativo. A sustentabilidade tem sido cada vez mas citada nesse novo século e não é para menos,  temos atualmente o consumo desenfreado que gera pilhas enormes de lixo, por isso é que muitas pessoas tem se interessado pelo assunto, buscando criar, interagir, discutir e desenvolver mudanças significativas para os novos dias, o que acabou reunindo empresários, ribeirinhos, estudantes, crianças e idosos para compartilhar e conhecer novas ideias.

Roberto Wagner é um empresário que hoje se dedica ao artesanato criando designers inovadores com peças de Impressoras, computadores, garrafas,  CDS,  vinis, lâmpadas de led até suas etiquetas são personalizadas e a inspiração foi a dois anos atras quando estava no rio de janeiro, além dele, temos a artesã Marla Fernandes que cria sabonetes, sachês, aromatizantes  em formatos variados com composições de silicone, resina e muitas iguarias locais como cupuaçu, castanhas, açaí, essências de flores e hortaliças sempre visando os aromas naturais e locais, de acordo com os pedidos. Marla conta que sempre teve paixão pelos aromas, mas foi depois da formação como administradora que ela teve acesso a esse universo e desde então a criatividade é sua parceira. Falando em criatividade não podemos esquecer de “Folhas de Árvore” uma ideia que surgiu para suprir a necessidade das amigas, isso mesmo, das amigas que sempre reclamavam do peso dos brincos e colares grandes, foi então que surgiu a iniciativa de criar acessórios a partir de papel, leve, único, bonito e personalizado. Com tantas possibilidades não poderia faltar os ribeirinhos e suas delícias locais como frutas, farinhas, açaí, tapioca com um espaço só pra eles e grande variedades de produtos.
O FUÁ reuni pessoas de todas as idades e trás discussão e soluções para a conscientização, vemos artesanatos feitos de arames, quadros com frases elegantes, garrafas transformadas em abajur, papeis como joias, vasos com carinhas de emoticon, livros, pinturas feitas durante o evento, plantas sendo doadas, comidas de todos os tipos, há de tudo um pouco. 
Já na música ficou por conta da banda Tucumanus e Orquestra Puxirum que trouxe músicas regionais com toques diferentes e criativos.  Não podemos esquecer do debate para formular uma agenda socioambiental para Manaus, pelo Movimento Ficha Verde, e uma mesa redonda com fotojornalistas sobre a importância da fotografia na comunicação de meio ambiente.
As atividades são baseadas nos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), lançados pela ONU no final de 2015. 
O evento é realizado mensalmente com outras novas atividades.