terça-feira, 28 de junho de 2016

CRUELDADE NA CHINA!

ANIMAL VIVO EM EMBALAGEM PLÁSTICA É VENDIDO COMO AMULETO NA CHINA

Pequenas bolsas contêm oxigênio e líquido com nutrientes. Com esse suprimento, bichos podem viver até dois meses.

"Façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço". Essa máxima tem tudo a ver com a China, que a exemplo de outros Países fazem pose de defensores da natureza e do verde, mas na prática fazem exatamente o contrário. Os Estados Unidos, que vez por outra defendem nosso irmãos nativos, tem tradição em ser matadores de índios, por conta da colonização do Oeste e da ira do General Custer, que dizimou os peles vermelhas do território americano. E agora surge a China, com a venda de amuletos um tanto quanto exóticos.

Animais em pequenas bolsas de plástico, contendo oxigênio e um líquido com nutrientes, são vendidos como amuletos da sorte na China, como mostram as imagens da Reuters feitas em Pequim. O ar e o alimento são suficientes para manter os pequenos peixes, tartarugas e salamandras vivos por dois meses, segundo vendedor ouvido pela agência de notícias. O preço é 10 iuan, o equivalente a R$ 3,16. De onde será que  vem o produto a ser vendido? Tomara não seja da nossa amada Amazônia. Estamos indignados!



segunda-feira, 20 de junho de 2016

SURF NA POROROCA

UMA AVENTURA RADICAL NOS RIOS DA AMAZÔNIA! 


Quase dezoito anos depois da primeira edição do Surf na Pororoca, o município de São Domingos do Capim, com cerca de 320 mil habitantes, limitando-se com o município de São Miguel do Guamá, não é mais o mesmo. As mudanças são notadas por qualquer um que passa pela cidade. Em 1997, quando o Surf na Pororoca começou, São Domingos do Capim, distante 130 km da capital paraense, tinha apenas 1255 pontos de consumo de energia elétrica, número que subiu para 5.921 em 2013. De 2000 a 2012, o número de estabelecimentos comerciais com funcionários subiu de 21 para 65.
Para a diretora de Produtos Turísticos da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), Conceição Silva, o evento dinamiza o fluxo turístico local. "O Surf na Pororoca particulariza o município e o Estado. Nos dá um potencial maior de promoção por gerar identidade ao produto turístico. Por isso vamos trabalhando ações em qualificação profissional para que eles saibam receber e empreender, vender. Além disso, como a cidade é pequena, influenciamos a própria comunidade a praticar hospedagem alternativa", afirma.

Um crescimento gerado por incentivo e necessidade. "Estamos desde 2012 promovendo a política de turismo por segmentos. Em São Domingos temos o turismo de aventura, no segmento dos esportes náuticos. Com esse foco a gente consegue organizar os investimentos, treinamento de garçons, cozinheiros, artesãos, porque esses serviços aumentam em demanda nessa época", acrescenta a diretora do Setur.
Um evento grande transforma a cidade, traz organização. "É gigantesca a mudança. A maioria das ruas não tinha asfalto, para se chegar aqui demorava muito tempo. Aqui na orla não havia esses quiosques, não estava nada arrumado. Quando eu cheguei percebi tudo isso", comentou o surfista Ricardo Tatuí, que foi campeão da primeira edição do Surf na Pororoca de São Domingos do Capim.
As festas e programações mobilizam a economia. Uma testemunha disso é Manoel Antônio Teixeira, conhecido pela cidade como "Barriga". A Pororoca passa bem em frente à casa dele. A vista privilegiada fez surgir o "Mirante do Barriga", localizado há 16 quilômetros de distância do centro do município, considerado como o melhor local para se assistira ao Torneio de Esporte Radical. "Moro aqui há 15 anos, aí comecei a correr atrás disso. Ela passa aqui e às vezes enche tudo, é conforme a chuva. No inverno é sempre melhor. Quando eu vim para cá não tinha nada, agora vou fazendo parceria e arrumando o espaço para as pessoas verem a pororoca da minha casa e aproveito para ganhar um dinheiro. A gente vende comida, bebida, põe música e faz de tudo para receber bem essas pessoas.", revelou o comerciante bem sucedido.

No rastro da Pororoca. 
O número de estabelecimentos comerciais aumentou no município. Muitos moradores do município, e outros oriundos de pequenos povoados, descobriam o novo nicho de emprego e renda. Buscando dessa forma novas alternativas de obter rendimento, alternando lazer e turismo. Em suma, a economia cresceu e o evento anual, porém com repercussão internacional,  ajudou a cidade a ganhar destaque na rota do turismo mundial. E como se não bastasse, entre tantas atrações, recentemente começou a ser realizado, e com muito sucesso, o desafio de surfe noturno no universo da pororoca.. 

NAVIO PRESIDENTE VARGAS - O Titanic dos anos 70 na Amazônia

Uma época de ouro na navegação amazônica, que levava turistas para conhecer as belezas dos rios nativos. Ecos de um passado de prosperidade. 


A misteriosa história de um navio feito na Europa, de luxo nunca visto no norte do Brasil, poltronas de couro, ar condicionado, com capacidade para 500 passageiros que antes de naufragar, permitiu que todos os passageiros desembarcassem tranquilamente no cais e depois afundou, gerou uma  história incrível e que até hoje causa muita polêmica, conhecida como o Titanic da Amazônia.
Houve um tempo em que navios fabricados na Europa ligavam Belém a toda a grande região da Amazônia. Dentro, a classe popular em suas redes convivia de maneira pacífica com a classe executiva em seus camarotes, salas de leitura e restaurante. Parte deles naufragou nos rios, parte virou ferro velho, condenando ao esquecimento um capitulo muito especial na história desta terra.
Apogeu e Decadência - Os navios da chamada Frota Branca, eram as jóias mais especiais da Enasa, a Empresa de Navegação da Amazônia. Foram os mais luxuosos e velozes que já passaram por aqui, vindos da fabrica da Holanda, atendendo o Marajó e o baixo amazonas, com capacidade para levar até 500 passageiros cada.

As Jóias que faziam a riqueza da Enasa, tiveram fim trágico e decadentes.


Depois de uma vida relativamente curta e de muitos serviços, tiveram fins trágicos como a Empresa que sumiu nos desvios e descontroles públicos do país. O navio Leopoldo Perez, ao navegar pelo estreito de Breves, foi abalroado por uma corveta da Marinha, afundando imediatamente. Apesar de ser a noite e estar com cerca de 400 passageiros a bordo, inexplicavelmente, não houve vítimas.
O Lobo D'Almada, e Lauro Sodré acabaram abandonados em um dos portos a margem da Baía do Guajará, num cemitério de navios, em virtude de uma disputa judicial. O Augusto Montenegro acabou quase totalmente no fundo da baía de Guajará, próximo ao barranco de Miramar em Belém.
O último a ser apresentado, o Presidente Vargas, foi o mais luxuoso e o primeiro a deixar a Frota. O Presidente Vargas tinha três classes distintas, ar condicionado.
Um naufrágio sem nenhuma vítima (?)
Era domingo, 4 de junho de 1972, às 21 horas, no Porto de Soure, na ilha do Marajó. Havia desembarcado toda a sua lotação de passageiros. No misterioso naufrágio onde não houve vítimas, rumores falavam em crime premeditado por obscuras razões, considerando que ele tinha recentemente passado por reformas. O navio "fez água" calmamente, a ponto de passageiros e tripulação poderem sair ilesos do "Presidente Vargas".
As circunstâncias do naufrágio - nunca esclarecidas - e as tentativas frustradas de retirá-lo do fundo do rio Paracauary apontam para um "naufrágio calculado", na opinião de um especialista da área.
Um naufrágio que ficou conhecido como o do Titanic da Amazônia. Era considerado a mais suntuosa embarcação de toda a bacia amazônica. Com poltronas de couro, cada uma com cinzeiro, o navio tinha cara de iate. Seus amplos compartimentos e largos corredores se assentaram no imaginário de quem viveu a época. Sucateada e mal administrada, a Enasa passou para o controle do estado do Pará no final da década de 1990.